O Brasil fechou 2024 como o país que mais realizou cirurgias estéticas no mundo. Foram cerca de 2,3 milhões de procedimentos cirúrgicos. Ainda assim, o país ficou atrás apenas dos Estados Unidos no total geral de intervenções. Diante desse cenário, o tratamento para flacidez abdominal deixou de ser um tema de nicho e passou a fazer parte da rotina de muitas mulheres.
O levantamento foi divulgado pela International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS) em 2025. Segundo o estudo, o Brasil aparece em segundo lugar no ranking geral, com 3,1 milhões de procedimentos. Isoladamente em cirurgias, porém, o país lidera o mundo.
No mesmo levantamento, um dado chama atenção por outro motivo. Os tratamentos de skin tightening sem cirurgia, voltados justamente para flacidez, cresceram 38,9% em 2024. Ao todo, foram 1,24 milhão de procedimentos no mundo. Ou seja, a cirurgia segue forte, mas a busca por alternativas não invasivas acelera num ritmo ainda maior.
Esse movimento tem um motor concreto: a popularização de medicamentos para emagrecimento do grupo dos agonistas de GLP-1. Esses medicamentos provocam perda de peso rápida. Como consequência, surge um efeito colateral pouco discutido até pouco tempo atrás: a flacidez de pele, especialmente no abdômen.
O que os dados mostram na prática
Cirurgiões plásticos brasileiros já registram essa mudança no perfil de quem procura consultório. Nesse sentido, o cirurgião plástico Josué Montedonio, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), observa esse cenário de perto. Segundo ele, a busca por procedimentos reparadores para excesso de pele já era comum entre pacientes de cirurgia bariátrica. Atualmente, porém, ela também aparece entre quem emagreceu com medicamentos.
Por esse motivo, a recomendação médica nesses casos é de cautela. Especialistas indicam esperar a estabilização do peso antes de definir qualquer tratamento. Afinal, cada caso precisa ser avaliado de forma individual.
Esse ponto explica, portanto, por que não existe um caminho único para a flacidez abdominal. Duas pessoas que perderam a mesma quantidade de peso podem ter graus muito diferentes de flacidez. Isso acontece porque o resultado depende de idade, elasticidade natural da pele e tempo de evolução do quadro.
Como funciona a escolha do tratamento para flacidez abdominal
Para quem convive com flacidez abdominal, o cenário atual trouxe algo positivo. Hoje, existem mais opções estudadas e mais dados sobre quando cada uma faz sentido.
Consequentemente, isso muda a pergunta que a paciente deveria fazer. Não é mais “qual tratamento elimina a flacidez”. Em vez disso, a pergunta certa é “qual protocolo é adequado para o meu grau de flacidez, minha pele e meu histórico”. Ou seja, a resposta não é igual para todo mundo.
Sem entrar em promessas de resultado, os protocolos não invasivos mais utilizados atualmente para flacidez têm mecanismos diferentes entre si:
- Bioestimuladores de colágeno: estimulam a produção do próprio colágeno da pele ao longo do tempo, com melhora progressiva conforme o organismo responde ao tratamento.
- Ultrassom microfocado: atua em camadas mais profundas da pele, sobre estruturas e tecidos de sustentação, favorecendo firmeza gradual.
- Radiofrequência: quando indicada para o caso, trabalha o aquecimento controlado do tecido para estimular reorganização de colágeno.
Por isso, a escolha entre eles depende de avaliação técnica sobre a profundidade e o grau da flacidez. Muitas vezes, inclusive, mais de um protocolo é combinado. Para entender quanto tempo essa evolução costuma levar, vale conferir também quanto tempo dura o resultado do bioestimulador de colágeno.
O ponto que quase ninguém comenta
A maior parte do conteúdo sobre flacidez trata os tratamentos como se fossem intercambiáveis. É como se bastasse escolher “o mais moderno” ou “o mais falado nas redes”. No entanto, não é assim que funciona na prática clínica.
Uma publicação de 2025 na revista Surgery & Cosmetic Dermatology mudou essa lógica. Nela, os pesquisadores Haddad, Sarubi e Assaly propuseram uma ferramenta de avaliação sistemática. O objetivo, segundo os autores, é orientar a seleção de pacientes candidatos a tratamento para flacidez abdominal sem cirurgia.
Aqui, o detalhe relevante não é o nome de nenhum produto específico. Na verdade, é a lógica por trás da pesquisa: existe hoje um esforço científico para padronizar critérios de seleção de paciente. Isso acontece porque o mesmo protocolo não serve para todos os graus de flacidez. Ou seja, é o oposto do discurso de “solução universal” que ainda circula no mercado de estética.
Vale lembrar, ainda, que flacidez abdominal e gordura localizada costumam andar juntas, mas são questões diferentes, com protocolos diferentes.
O que isso exige de quem vai escolher um tratamento
Diante desse cenário, entender o que está acontecendo com a própria pele é o primeiro passo. Isso inclui reconhecer o grau da flacidez, o histórico de peso e, principalmente, ter expectativas realistas sobre resultados graduais.
No Espaço Berti, por exemplo, essa definição acontece durante uma consulta personalizada. Ali, o profissional analisa o caso e indica, entre as possibilidades técnicas disponíveis, quais fazem sentido para o objetivo de cada paciente.
O crescimento da procura por tratamento para flacidez abdominal mostra que cada pele responde de um jeito. Por isso, a escolha do protocolo certo começa pela análise individual do caso. No Espaço Berti, esse tratamento é definido durante uma consulta personalizada. Agende sua consulta e descubra quais possibilidades fazem sentido para os seus objetivos.